"Eu sei que a minha missão como poeta é dar brilho ao sol em dia de chuva. Sentir a leveza da pluma sem tocá-la. Sentir o perfume das flores sem aspirá-las. E poder falar: sou poeta, não por
ilusão e sim por direito, sensibilidade, vocação." Jonas F. Ferreira

Quarta-feira, Maio 30



Abre portas,
Pernas e comportas
Para o rio de desejo
Que te molha
A roupa
Que te lava
A alma.

Anda!
Deixa no solo
A sua marca.
Faz crescer verdes plantas,
Folhas, falo.
Deixa a palavra
Para o silêncio
Dos meus ais
No teu ventre,
Vento que calo.

Ergue-te sombra,
Sobra, solta,
Meu gemido
No carmim
Da sua boca,
Essa rouca expressão do certo,
Do caminho reto
Entre o sim e a cama.

Ama esse tremer
Do solo ereto,
Esse doidivanas
(De pensamento ladrão).

Anda.
Abre portas,
Pernas e comportas
Para o dengo
Digno clarão
Que te rubra a face,
Força, fenda
Ao despir seu sim
Fantasiado de não.

ALEXANDRE BEANES - 11:14 PM

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Terça-feira, Maio 15



Nada de ser branco em amor.
Muito menos verde bandeira ou cinza...

Tal sentimento exige cores quentes
Eu vermelho
Você laranja
A cama em amarelo ouro...

Em nove meses descobriremos
A junção de tanto calor...

...

Talvez azul bebê...




(Repostando no ritmo das cores quentes)

ALEXANDRE BEANES - 9:40 PM

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Quarta-feira, Maio 9



O verso em matiz magenta
Rima sonho com sonho
Pois com desejo, seria tormenta.

O caderno branco fecha os olhos,
Calor, vermelhidão,
Chuva (de gozo) intensa,
É paixão que te rubra a pele
É matiz de amor a sentença.

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