"Eu sei que a minha missão como poeta é dar brilho ao sol em dia de chuva. Sentir a leveza da pluma sem tocá-la. Sentir o perfume das flores sem aspirá-las. E poder falar: sou poeta, não por
ilusão e sim por direito, sensibilidade, vocação." Jonas F. Ferreira

Terça-feira, Fevereiro 27



HAI KAIS AZUIS
I
Eu azul e você tanto.
Depois do beijo
Rio sob o pranto.


II
Beijos, sombras, dentes,
Marcas roxas
Do meu mel nas suas coxas.


III
Voz, boca, a minha
e a sua inteira. A cada beijo
Acende-se uma estrela.

ALEXANDRE BEANES - 10:09 AM

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Sexta-feira, Fevereiro 16



Com o reino da despalavra,
Aquele de um bendito Manoel,
Resolvi colaborar,
De forma simples, é óbvio,
Já que um Manoel não sou.
Então, fiz verso de barro,
Tal qual o pássaro João
E teimei em deixar nas árvores
Um tanto do que construí na vida:
Amor, o único que tive;
Amigos, os poucos e melhores;
Poesia, àquela que me toma.

Com o reino da despalavra
Pouco contribuí.
Mas ainda trago cravadas no corpo
Todas as minhas (des)construções:
Amadas, amigas, poéticas.

ALEXANDRE BEANES - 1:35 AM

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Sexta-feira, Fevereiro 2



LUA AZUL

Inspira
Mais que palavras
na língua inquieta
A lamber-te
Versos
Ventre.

Repousa
Depois que a alma lava
No líquido nosso
No abraço
Desperto
Dentro.

Acordo
Com as rimas
Desenhadas no peito
Por unhas de quem nunca vi...

Sonho de menino?

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