DEVOÇÃO
Diante de ti
Ergo estranhos sonhos sólidos
Nas noites do bem,
No largo caminho escasso
Que me leva a boca
Para o exato pasto raso
Ou para onde me responda a pergunta:
Se em Roma chegaste por mim,
Até onde o amor lhe frustra?
Se em mim viu fogos,
Rastros de sol em largas ruas escuras;
Por que me pergunta o que te espera,
Quando na certa, cala-se em angústias
Quando só, é a mim que chama
Quando em mim, é certo a fuga?
Diante de ti
Prostro a doçura que me enverga
Não por amor
Que, menor que o mar,
De sal a doce maçã enxerga...
E é aí que me entorto
Como a cair num santo solo:
Se peco, não é por falta de amor,
É por ser além,
Um seu devoto!
(postado no aquele, vivido e dolorido há mais de um ano)
ALEXANDRE BEANES - 12:13 AM
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Terça-feira, Novembro 14
Arte feita de arte
Sem invencionismo
Só criação
Daquilo que vem do centro
Da alma
Do corpo
Da pena
A mesma suave cena
Que se alastra no papel.
Arte feita de arte
Sem firula
Com função
Daquilo que mata a fome
Da alma
Do corpo
Da pena
A mesma suave arena
Que desenbainha um céu.
Arte feita de força,
Como toda arte
Que se preza,
É pena que risca tela
É alma que risca vida
É rabisco de sorte
Que encontrou lugar, morada e véu.
(para JP o mago dos desenhos)
ALEXANDRE BEANES - 1:16 AM
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Quarta-feira, Novembro 1
Escuta a canção do peito
Escondida, pronta,
Sem defeito
Como quem sonha
Aquilo que sempre quis
E percebe meio
Sem jeito
Escuta a canção que te fiz
Feliz, alegre, perfeita
Como quem ama
O amor em si,
Como encontrar a flor de liz
No coração que já espreita
A canção sai de mim
Num baticum de dentro
Então me encontro assim
Amando, sonhando em paixão
Como quem rasga o centro
Do que se chama coração.


