BANDIDAGEM EM TORNO DE UM SÓ TEMA
Uma pena só
Saber escrever
Um tema,
Quando minha
Poliglota alma,
Em línguas distantes
Teima dizer: ódio,
Esperança,
Desejo, dor, desterro.
E meu bandido
Coração
Grita: seus olhos,
Meu sopro,
Seus beijos, meu erro.
Bandido e torpe coração
De palavra únicamor.
ALEXANDRE BEANES - 1:29 AM
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Terça-feira, Setembro 27
HAIKAI
Na treva da noite um desejo
Um querer bem mais que são
Te desenho na mente gozando com a mão.
ALEXANDRE BEANES - 11:17 AM
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Terça-feira, Setembro 20
Nesse momento engasgo...
Angústia...
Que me venha o novo
Arrastar as cadeiras da sala
E me tire para dançar um tango
Pois sei que hei de sofrer.
Aos amigos novos
Estou aqui...
Com todas as mordaças
Farsas
Que me fazem a verve de poeta
Ser que mente com verdade
Nesse momento engasgo...
Não sei se verdadeiro
Ou pasmo
Pronto para o fim esperado
Pois sei que hei de sofrer.
(poema feito para a Oficina Literária do Sesc em 5 minutos)
ALEXANDRE BEANES - 11:46 PM
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Quinta-feira, Setembro 15
HAIKAI CHUVOSO
Era de lá do cinza que ela caía;
Com pingos grossos e fortes:
Quem dera fosse poesia.
ALEXANDRE BEANES - 11:42 PM
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Quinta-feira, Setembro 8
Sou poeta
Nesse fascínio de exercer
O límpido da profissão morta.
Poeta que não é.
Que encanta com ilusão
E jogo associado
De ser...Apenas ser.
O poeta que regressa
A plena vontade da cidade,
A mesma que habita
E ama o morto da profissão
Que ama.
Sou poeta-cidade-e-amor...
Salvador, sou sim e de.
Sou.
Ilusão de todo encantamento
Exercido límpido
Poeta é ser transparentemente
A cidade.
E ainda mais o amor.



