"Eu sei que a minha missão como poeta é dar brilho ao sol em dia de chuva. Sentir a leveza da pluma sem tocá-la. Sentir o perfume das flores sem aspirá-las. E poder falar: sou poeta, não por
ilusão e sim por direito, sensibilidade, vocação." Jonas F. Ferreira

Terça-feira, Janeiro 25



Aí pessoal, a vida louca vida andou tendo mudanças. Quando eu conseguir colocar os pés no chão direitinho, a casa volta pra ordem normal.
Enquanto isso, visitem essa menina aqui muroni.blogspot.com. Um encanto em prosa e verso.
Até breve.


ALEXANDRE BEANES - 5:39 AM

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Terça-feira, Janeiro 18



Trago sobre o peito
Camada intensa de abstrações mil.
Sou estrada em curva sóbria,
Cartão de natal imóvel sobre a mesa da sala,
E por vezes adivinho...cigano:
Pedra de infinito caminho.

Por vezes me sinto mar,
Azul e branco
Imenso...
Como todos os amores.

ALEXANDRE BEANES - 7:52 AM

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Segunda-feira, Janeiro 10



Sou do tipo bobo
Balaio morno de fruta do pé
Caída naquele mesmo instante.
Gosto de solavanco
Na beira da estrada
Bem na hora da curva entre a árvore triste
E a cidade dormente.

Sou do tipo sonhador
Temperando tempo com tempo
Para ajustar a esperança
Da cor verde mais próxima do verde esperado
Para ser meio menino, meio anjo...
Para ser torto, na verdade,
Pois anjo torto é o mais perto da verdade
Que um menino pode chegar.

Sou do tipo quieto
Invento dias em nuvens disformes
E elefantes brancos na cabeça.
Carrego no doce da vida
Nada de pitadas a granel
Bom é despencar a mão sem culpa...
Sem esquecer do sal.

Sou do tipo doido
Que aprende a dançar com vassouras
E rodopia feito papel
Na ventania que traz a chuva.
Bailo cambaio distraído
Com pé de vento, com dança da lua
Me remeto em grande saudades
No caminho do céu
Apimento a vida com desejos
E os desejos com os eternos sonhos da paixão.

ALEXANDRE BEANES - 3:46 PM

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Quinta-feira, Janeiro 6



Um dia
Me contará histórias
Das imagens e do breu.

Como quem ao tocar as flores
Rouba-lhes brilho, olor
E profundezas.

ALEXANDRE BEANES - 4:07 PM

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Segunda-feira, Janeiro 3



Quando os versos
Me faltarem,
Corro no vizinho
E arranco-os do pomar.

Vejam só, ladrão de versos!
Eis no que a poesia
Iria me transformar.

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