Já que o vento é bom
Espalho cataventos
Pelo azul do céu
Esperando raiar o dia.
Quem Sabe não fugisses
Dos meus caminhos
Se soubesses
Que o que declamo é poesia.
(Poema a quatro mãos,
em parceria com o
eterno-amigo-cronópio Gil Brandão).
ALEXANDRE BEANES - 2:37 PM
|
Sábado, Junho 26
FADO
Num tango de ontem
Descubro a dor do amor de hoje.
Se tinha que explodir
Em fantástica solidão
Que fosse uma nova bossa
Ou algo assim...
Entre dores de amor
A minha terra encanta
Entre dores de por amar
Ficarei em paz por qualquer caminhar...
Saudade era a palavra procurada,
Talvez num fado me entendam melhor.
ALEXANDRE BEANES - 8:14 PM
|
Quarta-feira, Junho 23
Carteirooooooooooo...
Nova edição Blogautores.
ALEXANDRE BEANES - 9:02 AM
|
Quinta-feira, Junho 17
Ando com pouco tempo para presentear-me com palavras
Ando meio louco
Meio ébrio
Ando esquecendo que gosto de poemas
Que gosto de rimas e versos
Eu que ando a procura de encantos
E desencantos que se disponham a fugir pelas ruas
E encontrar saudades alheias dividindo canteiros
Eu ando desesperado de tanta falta
Sem rumo, sem ponte, sem estrada
Eu que quero um outro eu a quem dizer 'bom dia'
Esperando simplesmente que assim ele seja.
ALEXANDRE BEANES - 8:19 AM
|
Quarta-feira, Junho 16
Hoje a poesia
Não me assusta mais
É dela que a cada acordar
Renasço... Revivo.
Hoje a poesia
Ganhou novas caras e dimensões
Uns tantos mais tristes
Que qualquer coisa de sério
Uns tantos mais ombro
Que qualquer coisa de ego.
É assim que renasço
(Em verso solto, desconexo)
É assim que revivo
(Em gestos tortos, sem nexo)
Em cada parte fica um pouco
(Renascido torto
Revivido incerto).
É na poesia que vivo solto.
Que eu morra sem encontrar porto
Nunca por falta de versos.
(Niterói 12 de junho de 2004)
ALEXANDRE BEANES - 7:40 AM
|
Segunda-feira, Junho 14
VERSOS CARIOCAS
(Com 's' bem fortes só para não deixar dúvidas)
Estava escrito que
A cidade ia ser linda
E o sol iria brilhar
Após sete dias de chuva.
Estava escrito,
Mas eu não acreditava
Que os azuis
Seriam tristes
E os verdes realçados.
Como na auriverde bandeira
De matas e mares.
Estava escrito,
Mas eu nem imaginava
Que o som me levasse
Para outros lugares
Longe... Mesmo da cidade linda,
E a acolhida seria forte.
Estava escrito que
Um Poetinha me mostrasse
As portas
E um avião
Me levasse para casa,
Que a Bahia continua em meus sonhos
E o Rio nas saudades.
Estava escrito que
Todo poeta é um louco
Que sonha, vive e ronda
(Poeta é gente estranha)
Que todo amor é pouco
Quando nos olhos
Fixam-se as entranhas.
"O Rio de Janeiro continua lindo."
ALEXANDRE BEANES - 7:56 AM
|
Quarta-feira, Junho 9
Descubram quem matou o Dirceu lá no Blogautores 23.
P.S.: Eu não fui !?!?
ALEXANDRE BEANES - 10:39 AM
|
Segunda-feira, Junho 7
O que fazer da vida
Senão amar?
Amar o santo
E o oco do pau.
Amar o torto
Do que te endireita a pele
Esperando que a sorte
Nos leve para o campo
Que nos revele.
Assim...Nós que amamos na vida sós
Seríamos santos e ocos juntos
Morreríamos de amar
Sem trocar de assunto.
Seríamos sorte e destino...
Rápidos, fortes, clandestinos.
Do amor roubaríamos anos, vidas...
Esperando, depois do encontro,
Jamais encontrar saída.
ALEXANDRE BEANES - 8:22 AM
|
Quinta-feira, Junho 3
Queria te ter agora
Como um guarda-chuva
Um peso de papel
Um objeto inanimado
Que disporia como bem entendesse
Ajeitando-te sobre a estante
Deslocando sobre a mesa
Deixando-a onde os meus olhos
Pudesse tocá-la com as mãos
Que te desorientam.
Quem dera não fosses carne, osso
E delícia.
Não fosse esse olho
Que fascina e torna-me quieto...
Ébrio...
Um doidivanas sem calma
Pronto a deixar a cama
E voltar para estrada de nuvens
Deixando-a entre cédulas e nicas.
(Quem dera ser poeta
A buscar amores maior que a vida).


