"Eu sei que a minha missão como poeta é dar brilho ao sol em dia de chuva. Sentir a leveza da pluma sem tocá-la. Sentir o perfume das flores sem aspirá-las. E poder falar: sou poeta, não por
ilusão e sim por direito, sensibilidade, vocação." Jonas F. Ferreira

Sexta-feira, Fevereiro 27



Querem ler um poema inédito? Vão aqui, no blog da Doidinha (Beltrana)
Adorei esse trem de ser Sicrano.

ALEXANDRE BEANES - 1:11 PM

|

Quinta-feira, Fevereiro 26



Hoje não estou para conversa
O barulho dos carros lá fora me incomodam...
Que nem os seus olhos...
Me fazendo perder a voz.

Bem-amada. É só o que penso.

As vezes alto:
Crisântemos, morte, chuva,
Gosto de alho, seu rosto em posição não convencional.
Melhor dormir.
Sonhar com mar e amores possíveis.

ALEXANDRE BEANES - 10:38 AM

|

Sexta-feira, Fevereiro 20



SAGRADO E PROFANO O BAIANO É CARNAVAL...
MAS BEM QUE PODERIA SER ROCK AND ROLL...


É pessoal, o carnaval chegou e trouxe de volta, para essas bandas, a febre de axé e pagode que tanto evito. Moca e Ana: também odeio essa tal de folia momesca. Mas , aqui para nós, por 5 dias de folga, quero uma por mês.
Vou dar uma descansada. Divirtam-se todos. Vão pela sombra, usem camisinha, se beber não dirija.
Após o carnaval eu volto quem sabe.

P.S.: Quero agradecer a todos que visitaram e continuam a visitar esse espaço aqui. De novembro para cá, já foram mais de 1.500 visitas.
Valeu Moca por me encorajar a fazer isso...não esperava que fosse tão gratificante...

ALEXANDRE BEANES - 8:13 AM

|

Quinta-feira, Fevereiro 19



Quando o papel dança no asfalto
E a chuva avisa
Que vai cair
Quer queira, quer não
A cidade ganha cores novas
Cheiros diferenciados...

Por vezes limão
Outras azul
(Mas pode ser outra)

Agora, meu corpo dói
A chama queima sem piedade
(Estou vivo...sei).

Nos olhos escondo versos alegres.

ALEXANDRE BEANES - 8:01 AM

|

Terça-feira, Fevereiro 17



(Para Dona Nazinha)

Da antiga casa
Lembro da escada
Do lustre
E do relógio
Grande e robusto
Que tomava o canto da sala.

(Acho que era alí,
No relógio,
Que dormiam
Os anos furtados
E jamais devolvidos).

Cálice amargo da saudade
Não combina em nada
Com a sua doçura.

ALEXANDRE BEANES - 9:20 AM
|





O sangue se confundia com o vermelho da barba, e ele continuava sorrindo...
Quer saber o q significa??? 15ª Edição no Ar...

ALEXANDRE BEANES - 8:09 AM

|

Sábado, Fevereiro 14



Em sua boca
Encerram-se os meus desejos.
Desejo de gosto
De palavra...Uma atrás da outra...
Falada
Pensada
Escravisada
Salgada...

Assim encarcero o meu desejo
Na límpida fonte de poesia
Que mata a sede desta página.

ALEXANDRE BEANES - 9:16 AM

|

Quinta-feira, Fevereiro 12


TEMPO VERBAL

Não me venha
Com esse português correto
E formal.
Deixa essas invencionices
Gramaticais
Para os que não amam,
Para os que não sofrem.

É verdade.
Não tem jeito certo.
O verbo amar
Fica capenga
Sem você por perto.

ALEXANDRE BEANES - 7:41 AM

|

Terça-feira, Fevereiro 10



NÓS

Me diz o seu destino
Que eu te mostro minha passagem
Me indica o seu quadrante
Que eu te costuro com minha arte.

Me fale do seu passado
Que eu te dou o meu presente
Me explique se vale o que pesa
Que eu me acerto com sua gente.

Me conte como foi o seu dia
Que eu quero todos os detalhes
Me ameaça com um beijo
Que eu te rebato com milhares.

Me comente todos os desejos
Que eu te mostro o que me fez
Me diga que está com sono
E que amanhã quer tudo outra vez.

ALEXANDRE BEANES - 7:44 AM

|

Sábado, Fevereiro 7



Te espero
Ao anoitecer.

A moça do jornal
Avisou que não vai chover.
Então comprei vinho,
Queijo
E um Chet Baker
Para acompanhar
O recolhimento do sol.

Amanhã não diremos nada...
O amor que nos acorde
Com suas pantomimas.

ALEXANDRE BEANES - 8:03 AM

|

Quinta-feira, Fevereiro 5





It's Only Blogautores (But I Like It)
14ª Edição no Ar.


ALEXANDRE BEANES - 11:23 AM
|



PEQUENO POEMA DE SAUDADE
DE QUEM NÃO CONHECI

(Para Hilda Hilst)

Encanta os anjos
Responde a Deus
Xinga o Diabo
E me esquece...

Para ser santa
Falta a vocação
E sobra na mão
O que nos espanta.

Te leva a morte
Como que foi o arrojo
Nessa estranha vida.

De ontem em diante
Para ser poetisa
(Me perdoem)
Há que chamar-se Hilda.

ALEXANDRE BEANES - 7:51 AM

|

Quarta-feira, Fevereiro 4



Estamos de luto...morreu Hilda Hilst...
Uma das maiores, senão, a maior poetisa brasileira...



Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto.
Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas
Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas
Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memória.
Porque assim é preciso
Para que tu vivas.

Hilda Hilst


ALEXANDRE BEANES - 11:44 AM

|

Terça-feira, Fevereiro 3



Da paixão insana
Resta um setembro
De cair de folhas...
Uma saudade pé-de-serra.

Réstia de luz
Em minha calma
Rasga a sombra
De um céu que mostra a palma da mão...
Sem marcas de destino,
Sem caminhos, nem razão.

(Espero um setembro
Que não volta).

ALEXANDRE BEANES - 8:38 AM

|

Segunda-feira, Fevereiro 2



COMPANHEIRA
(Para Liziane Saback)

Quando eu paro,
Ninguém me espera
E todos seguem em frente.
Quando eu fujo,
Ninguém me acompanha...
Só a solidão.
Quando eu toco,
Ninguém canta comigo,
Mas, eu sigo sozinho.

O vento sopra uma nuvem negra
Ela recai sobre mim...
Me coube como uma luva.

Quando eu amo,
É sempre platônico,
Nunca é possível.
Quando escrevo,
Pouco lêem ...
Nunca criticam.

A nuvem continua sobre mim
O vento não a leva embora...
Chove torrencialmente.

Quando vejo a luz,
Ninguém olha
E eu fico na escuridão.
Quando jogo,
Sempre perco...
Sempre solitário.

A nuvem foi embora.
O vento a levou...
Sinto sua falta.

Poema publicado no Blogautores...

.

HOME
&
ARCHIVES


Impressões Poéticas.