Querem ler um poema inédito? Vão aqui, no blog da Doidinha (Beltrana)
Adorei esse trem de ser Sicrano.
ALEXANDRE BEANES - 1:11 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 26
Hoje não estou para conversa
O barulho dos carros lá fora me incomodam...
Que nem os seus olhos...
Me fazendo perder a voz.
Bem-amada. É só o que penso.
As vezes alto:
Crisântemos, morte, chuva,
Gosto de alho, seu rosto em posição não convencional.
Melhor dormir.
Sonhar com mar e amores possíveis.
ALEXANDRE BEANES - 10:38 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 20
SAGRADO E PROFANO O BAIANO É CARNAVAL...
MAS BEM QUE PODERIA SER ROCK AND ROLL...
É pessoal, o carnaval chegou e trouxe de volta, para essas bandas, a febre de axé e pagode que tanto evito. Moca e Ana: também odeio essa tal de folia momesca. Mas , aqui para nós, por 5 dias de folga, quero uma por mês.
Vou dar uma descansada. Divirtam-se todos. Vão pela sombra, usem camisinha, se beber não dirija.
Após o carnaval eu volto quem sabe.
P.S.: Quero agradecer a todos que visitaram e continuam a visitar esse espaço aqui. De novembro para cá, já foram mais de 1.500 visitas.
Valeu Moca por me encorajar a fazer isso...não esperava que fosse tão gratificante...
ALEXANDRE BEANES - 8:13 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 19
Quando o papel dança no asfalto
E a chuva avisa
Que vai cair
Quer queira, quer não
A cidade ganha cores novas
Cheiros diferenciados...
Por vezes limão
Outras azul
(Mas pode ser outra)
Agora, meu corpo dói
A chama queima sem piedade
(Estou vivo...sei).
Nos olhos escondo versos alegres.
ALEXANDRE BEANES - 8:01 AM
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Terça-feira, Fevereiro 17
(Para Dona Nazinha)
Da antiga casa
Lembro da escada
Do lustre
E do relógio
Grande e robusto
Que tomava o canto da sala.
(Acho que era alí,
No relógio,
Que dormiam
Os anos furtados
E jamais devolvidos).
Cálice amargo da saudade
Não combina em nada
Com a sua doçura.
ALEXANDRE BEANES - 9:20 AM
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O sangue se confundia com o vermelho da barba, e ele continuava sorrindo...
Quer saber o q significa??? 15ª Edição no Ar...
ALEXANDRE BEANES - 8:09 AM
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Sábado, Fevereiro 14
Em sua boca
Encerram-se os meus desejos.
Desejo de gosto
De palavra...Uma atrás da outra...
Falada
Pensada
Escravisada
Salgada...
Assim encarcero o meu desejo
Na límpida fonte de poesia
Que mata a sede desta página.
ALEXANDRE BEANES - 9:16 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 12
TEMPO VERBAL
Não me venha
Com esse português correto
E formal.
Deixa essas invencionices
Gramaticais
Para os que não amam,
Para os que não sofrem.
É verdade.
Não tem jeito certo.
O verbo amar
Fica capenga
Sem você por perto.
ALEXANDRE BEANES - 7:41 AM
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Terça-feira, Fevereiro 10
NÓS
Me diz o seu destino
Que eu te mostro minha passagem
Me indica o seu quadrante
Que eu te costuro com minha arte.
Me fale do seu passado
Que eu te dou o meu presente
Me explique se vale o que pesa
Que eu me acerto com sua gente.
Me conte como foi o seu dia
Que eu quero todos os detalhes
Me ameaça com um beijo
Que eu te rebato com milhares.
Me comente todos os desejos
Que eu te mostro o que me fez
Me diga que está com sono
E que amanhã quer tudo outra vez.
ALEXANDRE BEANES - 7:44 AM
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Sábado, Fevereiro 7
Te espero
Ao anoitecer.
A moça do jornal
Avisou que não vai chover.
Então comprei vinho,
Queijo
E um Chet Baker
Para acompanhar
O recolhimento do sol.
Amanhã não diremos nada...
O amor que nos acorde
Com suas pantomimas.
ALEXANDRE BEANES - 8:03 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 5
It's Only Blogautores (But I Like It)
14ª Edição no Ar.
ALEXANDRE BEANES - 11:23 AM
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PEQUENO POEMA DE SAUDADE
DE QUEM NÃO CONHECI
(Para Hilda Hilst)
Encanta os anjos
Responde a Deus
Xinga o Diabo
E me esquece...
Para ser santa
Falta a vocação
E sobra na mão
O que nos espanta.
Te leva a morte
Como que foi o arrojo
Nessa estranha vida.
De ontem em diante
Para ser poetisa
(Me perdoem)
Há que chamar-se Hilda.
ALEXANDRE BEANES - 7:51 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 4
Estamos de luto...morreu Hilda Hilst...
Uma das maiores, senão, a maior poetisa brasileira...
Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto.
Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas
Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas
Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memória.
Porque assim é preciso
Para que tu vivas.
Hilda Hilst
ALEXANDRE BEANES - 11:44 AM
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Terça-feira, Fevereiro 3
Da paixão insana
Resta um setembro
De cair de folhas...
Uma saudade pé-de-serra.
Réstia de luz
Em minha calma
Rasga a sombra
De um céu que mostra a palma da mão...
Sem marcas de destino,
Sem caminhos, nem razão.
(Espero um setembro
Que não volta).
ALEXANDRE BEANES - 8:38 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 2
COMPANHEIRA
(Para Liziane Saback)
Quando eu paro,
Ninguém me espera
E todos seguem em frente.
Quando eu fujo,
Ninguém me acompanha...
Só a solidão.
Quando eu toco,
Ninguém canta comigo,
Mas, eu sigo sozinho.
O vento sopra uma nuvem negra
Ela recai sobre mim...
Me coube como uma luva.
Quando eu amo,
É sempre platônico,
Nunca é possível.
Quando escrevo,
Pouco lêem ...
Nunca criticam.
A nuvem continua sobre mim
O vento não a leva embora...
Chove torrencialmente.
Quando vejo a luz,
Ninguém olha
E eu fico na escuridão.
Quando jogo,
Sempre perco...
Sempre solitário.
A nuvem foi embora.
O vento a levou...
Sinto sua falta.
Poema publicado no Blogautores...


